quinta-feira, 21 de outubro de 2010

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Crianças excluidas no brasil.

inclusão social Quinta-Feira, 21 de Outubro de 2010 English | Español | Français | Português Direitos Humanos| 05/12/2005 | Copyleft Envie para um amigo Versão para Impressão VIOLÊNCIA ESTATAL Relatório acusa polícia brasileira de violência e discriminação Para Anistia Internacional, governos permitiram a institucionalização de um policiamento baseado em violações de direitos humanos e corrupção, uma prática que tem contribuído para reforçar a discriminação e a exclusão social. Bia Barbosa – Carta Maior São Paulo – No dia 6 de janeiro de 2004, na favela do Caju, zona norte do Rio de Janeiro, cinco jovens que estavam sentados em um bar, entre eles um garoto de 13 anos, foram executados. Um sobrevivente e vários familiares relataram que os policiais chegaram correndo e atirando nos cinco rapazes, Eles ainda tentaram se identificar, mas não adiantou. No dia seguinte, seus corpos foram encontrados enterrados em uma fossa localizada próxima à comunidade. Uma investigação policial foi aberta. Em abril de 2005, a Anistia Internacional encontrou-se com Elizabete Maria de Souza, mãe de três filhos e irmã do garoto de 13 anos assassinado. Ela vivia assustada porque as viaturas da polícia passavam regularmente em frente a sua casa, diminuindo a velocidade quando se aproximavam. Desde a morte de seu irmão, Elizabete participa da Rede de Comunidades contra a Violência, fazendo campanhas contra violações de direitos humanos pela polícia do Rio de Janeiro. Formada por parentes de vítimas da violência policial e ativistas comunitários, a rede iniciou uma firme campanha contra os níveis cada vez mais elevados de violações dos direitos humanos cometidas por policiais nas comunidades socialmente excluídas do Rio. Neste final de semana, depois de viajar por cinco países da Europa para denunciar essa situação a organizações da comunidade européia, Elizabete esteve em São Paulo. Ao lado de mais oito mães de vítimas da violência policial no Rio, ela participou do lançamento do relatório “Eles entram atirando – Policiamento de comunidades socialmente excluídas no Brasil”, lançado pela Anistia Internacional na última sexta-feira (2). O estudo mostra que o que aconteceu com essas famílias não é um fato isolado. Para os milhões de brasileiros que vivem em favelas, a violência faz parte de seu cotidiano. Em março deste ano, 29 pessoas foram mortas na região da Baixada Fluminense por um grupo supostamente formado por policiais militares que dirigia pela região atirando de modo aleatório em quem passava. Todas as vítimas tinham emprego fixo e apenas duas tinham antecedentes criminais por prática de pequenos delitos. O estudante Douglas Brasil de Paula, de 14 anos, foi morto enquanto jogava fliperama em um bar. João da Costa Magalhães estava sentado à porta de sua casa quando foi atingido. Rafael da Silva Couto, um estudante de 17 anos, andava de bicicleta pela Via Dutra quando foi morto a tiros, no pior massacre da história do Rio de Janeiro. As taxas de homicídios nos grandes centros urbanos do Brasil estão entre as maiores do mundo. Em 2002, foram cerca de 50 mil homicídios. É nas comunidades mais carentes, porém, onde os habitantes já são privados da proteção do Estado, que existe a maior concentração de homicídios e de crimes violentos. O que o relatório da Anistia Internacional mostra é ao falhar em tratar a longo prazo das necessidades de segurança pública de todos os setores da sociedade brasileira, como parte de uma estratégia governamental abrangente para combater a violência, sucessivos governos permitiram a institucionalização de um policiamento baseado em violações de direitos humanos e corrupção. Essa situação tem contribuído para intensificar a violência e a criminalidade, ao mesmo tempo em que reforça e perpetua os padrões de discriminação e exclusão social. “Este processo tem se manifestado de vários modos: policiamento baseado em “invasões” de comunidades carentes ou favelas, geralmente utilizando mandados coletivos que discriminam comunidades inteiras com um único golpe; níveis extremos de violações de direitos humanos, inclusive execuções extrajudiciais e tortura; corrupção extensiva praticada por integrantes da polícia; e o fracasso em oferecer as formas mais básicas de proteção, efetivamente abandonando as pessoas socialmente excluídas nas mãos de gangues criminosas e facções do tráfico”, descreve o relatório. O estudo revela como as comunidades socialmente excluídas estão encurraladas, de um lado, pelos níveis elevados de violência praticada pelos criminosos e, de outro, pela repressão e discriminação praticadas pelas forças policiais dais quais deveriam receber proteção. “Há uma negligência dos governos estaduais e federal na providência de segurança pública. Reconhecemos que combater a violência armada é um trabalho difícil, mas houve uma decisão em se combater com base só na repressão. Só que o conceito de segurança com base na redução dos direitos humanos não protege ninguém”, afirma Tim Cahil, responsável pelo relatório. Em um círculo vicioso, a presença desses grupos nas favelas não é apenas uma fonte de ameaças para os membros da comunidade; é também o que alimenta o preconceito e a discriminação contra eles, fazendo com que sejam todos tratados como criminosos. Em setembro de 2003, o jornal O Globo publicou trechos das músicas cantadas durante o treinamento de membros da divisão de elite da Polícia Militar do Rio de Janeiro, o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), tais como: O interrogatório é muito fácil de fazer / pega o favelado e dá porrada até doer/ O interrogatório é muito fácil de acabar / pega o favelado e dá porrada até matar. Bandido favelado / não varre com vassoura / se varre com granada / com fuzil, metralhadora. As estatísticas oficiais mostram que em 2003, nos estados do Rio de Janeiro e São Paulo, a polícia matou 2.110 pessoas em situações registradas oficialmente como “resistência seguida de morte”. Em visitas a comunidades em São Paulo, Rio, Minas Gerais e Espírito Santo, para a elaboração do relatório, entre 2002 e 2005, a Anistia ouviu relatos impressionantes de líderes comunitários, residentes, membros de grupos de direitos humanos e de outros movimentos sociais. As queixas vão de revistas abusivas e detenções ilegais a tortura e assassinato. Há casos de crianças que ficaram tão traumatizadas que sequer podem ver os policiais – algumas chegam a chorar ou se urinar quando estão diante deles. Os jovens descrevem apanhar da polícia como sendo “normal”. “Eles entram atirando” Incursões policiais de grande escala nas comunidades carentes são, em muitas cidades, o carro-chefe das políticas de segurança pública. Essas operações geralmente acontecem no calor de crimes de grande repercussão. Em São Paulo, a Polícia Civil organizou a maior operação de busca jamais realizada pela corporação após o seqüestro e assassinato do prefeito Celso Daniel, de Santo André. Em março de 2002, 1.200 policiais invadiram a comunidade Pantanal. De acordo com os relatos, eles revistaram 3.817 locais diferentes, 2.210 pessoas e 2.126 veículos, tudo com um único “mandado de busca coletivo”. Contrariando a lei brasileira, os mandados de busca e apreensão coletivos estes não especificam endereços ou nomes particulares. Sua utilização, para a Anistia Internacional, revela o preconceito existente dentro do sistema de Justiça criminal, em que integrantes da polícia e do Judiciário efetivamente criminalizam comunidades inteiras com um único documento legal. Outros relatórios publicados por representantes da Organização das Nações Unidas que visitaram recentemente o Brasil também destacam o fato de que as execuções extrajudiciais, o uso excessivo da força e a tortura parecem ter se tornado instrumentos policiais regulares entre algumas forças policiais no país. Os governos estaduais do Rio e de São Paulo publicam estatísticas de homicídios policiais sob o título de “resistência seguida de morte” ou “autos de resistência”. Rotular sistematicamente as vítimas de homicídios policiais como agressores faz com que poucos destes casos sejam investigados de modo efetivo e independente. Os governos estaduais têm usado estas estatísticas como indicador de eficiência policial, ignorando o fato de que muitos dos que foram mortos não tinham antecedentes criminais, estavam desarmados e foram alvejados pelas costas. Estudos realizados pela Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo e pelo Instituto de Estudos da Religião (Iser), no Rio de Janeiro, mostram que a maioria das pessoas mortas pela polícia levaram tiros pelas costas, geralmente na cabeça. Muitas apresentavam sinais de ferimentos adicionais, tais como lesões causadas por espancamento, sendo que a maioria era de pessoas negras ou pardas. Em São Paulo, o estudo mostrou que quase todas as situações em que os disparos da polícia resultavam em morte eram registradas como crimes cometidos pelas vítimas – assalto, resistência à prisão, etc. Isso significa que não são nem registrados nem investigados como possíveis execuções extrajudiciais. “Os autos de resistência fazem do policial a vítima e depois nós temos que investigar, por conta própria, para limpar o nome de nossos filhos e irmãos. Nós é que temos que fazer o papel que o Estado não faz”, critica Elizabete Maria de Souza. “É muito difícil viver no Rio de Janeiro porque os policiais que são pagos pra nos proteger são os primeiros a nos executar. Quando a PM mata alguém da sua família, ela mata você também”, conta. “Quando trabalha mais, a polícia mata mais” Na opinião da Anistia Internacional, muitos policiais brasileiros acreditam que os direitos humanos podem ser um empecilho a um policiamento “eficiente”. Segundo esta perspectiva, um policiamento fundamentado nos direitos humanos se preocuparia demais com os direitos dos criminosos e pouco com os das vítimas de crimes. Já as autoridades, federais e estaduais, ao mesmo tempo em que publicamente condenam a repressão e as violações de direitos humanos, reforçam seu uso. “Tradicionalmente, as políticas de segurança pública se preocupavam mais em conter a violência em áreas em que esta era considerada socialmente aceitável, ou seja, nas favelas, do que em combatê-la. Ultimamente, as autoridades federais e estaduais vêm adotando uma linguagem cada vez mais confrontante ao tratar das questões de segurança pública, promovendo operações policiais de estilo militar e treinando unidades do Exército para intervenções de manutenção da ordem pública”. Esta abordagem, na avaliação da organização, falsamente separou segurança pública de direitos humanos e não conseguiu oferecer segurança a quem mais precisa. Em junho de 2003, a Anistia Internacional reuniu-se com o secretário de Segurança Pública de São Paulo, Saulo de Castro Abreu, que, apesar de ter expressado preocupação com o número crescente de homicídios policiais, atribuiu esse aumento ao fato de haver mais policiais bem armados nas ruas e também a um maior número de operações policiais. Em novembro de 2003, a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, e o então secretário estadual de Segurança Pública, Anthony Garotinho, informaram à delegação da Anistia Internacional que o aumento no número de homicídios policiais era resultado de operações policiais mais numerosas e melhores. No dia 5 de abril de 2005, a Anistia Internacional foi informada por Marcelo Itagiba, secretário estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro, que “quando trabalha mais, a polícia mata mais”. “Parece haver o entendimento, especialmente nos governos estaduais, de que o uso de força letal é não só uma realidade aceitável do policiamento que hoje se faz no Brasil como também uma medida de eficiência policial”, aponta Tim Cahil. A preocupação é triplicada quando as pesquisas de opinião indicam que uma parcela considerável da população aceita o uso de violações de direitos humanos como método policial. Em maio de 2005, um estudo realizado pela Universidade Federal Fluminense constatou que 30% da população aceitava parcialmente ou totalmente o conceito de que “bandido bom é bandido morto”. A Rede de Observatórios de Direitos Humanos que, por um determinado período, estabeleceu “observatórios” em comunidades excluídas da zona sul de São Paulo, reportou, em 2001, que formas violentas de “justiça” são aplicadas contra suspeitos criminais, principalmente em casos de estupro ou abuso de crianças, uma vez que “pouco se espera da Justiça e da polícia para resolução destes problemas”. O outro lado dessa moeda é o medo daqueles que, contrários à violência policial, tentam denunciar os crimes que testemunham. Há um padrão de acobertamento e intimidação que se segue aos tiroteios policiais e que passa, sobretudo, pela adulteração da cena do crime pela polícia – geralmente plantando na vítima uma arma com a numeração raspada, movendo seus corpos fingindo tentar salvá-las, removendo cartuchos e outras evidências. Os familiares das vítimas raramente procuram a polícia para reportar os homicídios porque órgãos como ouvidorias de polícias, nos estados em que elas existem, corregedorias e Ministério Público são geralmente desconhecidos, desacreditados, distantes ou intimidadores. Em muitos casos, o Judiciário apóia a perpetuação das violações de direitos humanos e a discriminação. Além da expedição dos mandados de busca coletivos, são inúmeros os juízes que aceitam investigações irregulares, permitem que confissões extraídas mediante tortura sejam usadas como provas e permitem que casos de interesse público corram em segredo de Justiça. Dos 12 casos de suspeitas de execuções extrajudiciais e tortura que estão sendo acompanhados pelo Centro de Direitos Humanos de Sapopemba, em São Paulo, quatro estão sob sigilo. Em todos eles, policiais figuram como réus. Envie para um amigo Versão para Impressão * * * * * * * >> INSIRA SEU COMENTÁRIO >> Busca: Cadastro: somos 65682 . Boletim Carta Maior . . 10 coisas que devemos fazer para garantir a derrota do Serra (e a vitória da Dilma) Contar a verdade: dizer o que foi o papel do Serra no governo FHC e sua passagem como trampolim pela prefeitura e pelo governo do Estado de São Paulo. Contar a verdade: desfazer todas as calúnias e mentiras que a campanha de Serra espalha sobre a Dilma. 21/10/2010 . Charge - Maringoni . . . Destaques • - Plínio de Arruda Sampaio completará 80 anos no próximo dia 26 de julho. Seus amigos e companheiros do PSOL preparam uma festa suprapartidária para o sábado, 24, em São Paulo. Os 80 anos deste intelectual da ação serão comemorados em meio a uma de suas mais duras batalhas. Plínio é candidato à presidência da República pelo PSOL. Pode-se concordar ou discordar das posições de Plínio. Mas não se pode ignorar a admirável trajetória desse comunista que acredita em Deus, como ele mesmo se define. O artigo é de Gilberto Maringoni. Política | 21/10/2010 • Guerra suja na campanha eleitoral - Corre solta na internet uma guerra – e, como toda guerra, sem qualquer ética – de manipulação da informação, agora tendo como aliados partidos de oposição e os setores mais retrógrados das igrejas católica e evangélica, incluindo velhas e conhecidas organizações como o Opus Dei e a TFP. Venício Lima | 13/10/2010 • - Nem o mais faccioso oposicionista ao governo Lula conseguirá citar um décimo que seja destas ações republicanas que tenham sido feitas por um governante do Brasil anterior ao presidente Lula. Não saem de nossa memória, os escândalos no governo FHC como o dos Anões do Orçamento, dos precatórios, do DNER, da compra de votos para a reeleição em 1998, da Sudene, da Sudam, do Fat/Planfor, das Privatizações, do Proer, da pasta Rosa, do Banestado e dos Bancos Marka e Fonte-Cidam, para citar apenas alguns. Mas o que mesmo foi feito de combate sistemático à corrupção pelo governo tucano ? Quem não se lembra da figura do “engavetador-geral da República”? O artigo é de Juarez Guimarães. Política | 13/10/2010 • Charge - Humor | 13/10/2010 • - Em 1971, o Congresso aprovou a nacionalização da grande mineração e a colocou sob a administração da Codelco. A nacionalização era uma medida extraordinária de Allende. Tanto que foi o único projeto legislativo em três anos de governo da Unidade Popular que foi aprovado por unanimidade. Teve a aprovação da esquerda, da Democracia cristã e até da direita. A Codelco era tão poderosa que o ditador Augusto Pinochet manteve o cobre nas mãos do Estado para assegurar uma fonte própria de divisas e canalizou essas divisas para o financiamento do orçamento militar. O artigo é de Martín Granovsky. Internacional | 13/10/2010 • O processo da vida e o aborto - Tudo o que concorre para o surgimento da vida deve ser objeto do cuidado por parte de todos. Não dá para pensar a vida humana fora do contexto maior da vida em geral, da biosfera e das condições ecológicas que sustentam o processo inteiro. Tais conhecimentos mal são evocados no debate atual. Leonardo Boff | 12/10/2010 • Maria Rita - Maria Rita Kehl afrontou um dos dogmas da direita brasileira, o de que o voto dos pobres deve valer menos do que o dos ricos. Logo que eu soube do acontecido, escrevi para ela dando-lhe os parabéns, e sugerindo que ela pusesse em seu currículo algo como “colunista do Estadão de xx/xx/xxxx até 03/10/2010, demitida por delito de opinião”. Flávio Aguiar | 12/10/2010 • Voz dos donos: o seletor de opiniões - Assíduo no twitter, o ex-governador José Serra bem que poderia ter teclado 140 caracteres para, ao tratar do ganhador do prêmio Nobel da Paz dizer algo como: "Se fosse brasileiro e escrevesse num jornal paulista, o professor Liu Xiaobo seria demitido". Washington Araújo | 12/10/2010 • - O programa 678, da TV Pública Argentina, destacou matéria publicada na Carta Maior sobre a cobertura que o jornal Clarín fez da entrevista concedida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva à própria Carta Maior e aos jornais Página/12 (Argentina) e La Jornada (México). Na matéria em questão, o Clarín selecionou algumas afirmações de Lula, descontextualizando-as da reflexão mais ampla feita pelo presidente brasileiro sobre os problemas da mídia na América Latina, como o pensamento único que impera nas grandes empresas de comunicação. Internacional | 12/10/2010 • - Para a professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), apoiar José Serra significa a agroindústria ligada ao latifúndio e, portanto, o ataque ao meio ambiente e também à possibilidade de reformar a situação da terra no Brasil. "É preciso conversar com os ambientalistas", defendeu Marilena Chauí, e "mostrar que o mapa da votação indica que José Serra foi vitorioso em todas as regiões da agroindústria, do latifúndio que ataca o meio ambiente". "Não é pouco que isso se refira à estrutura da terra criada desde a colonização, que isso seja ligado aos obstáculos contra a Reforma Agrária e que se refira também ao ataque contra o meio ambiente", adverte. Meio Ambiente | 12/10/2010 Parcerias . Principal | TV Carta Maior | Blog das Frases | Blog do Emir Sader | Colunistas | Análise & Opinião | Arte & Cultura | Direitos Humanos | Economia | Educação | Humor | Internacional | Meio Ambiente | Movimentos Sociais | Política | Radio Carta Maior | Cartas dos Leitores | Expediente | Quem Somos

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

antonio galo forte
galo doido
O maior de minas galo forte vingador

o que é justiça social

O que é Justiça Social?

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Após a instituição da Associação de Meio Ambiente, Cultura e Justiça Social, a AMJUS, muitos questionamentos curiosos surgiram em relação ao significado deste último termo. Seria uma organização criada com o intuito de fazer justiça? O que é justiça social?
Imagem Divulgação
A AMJUS foi fundada em janeiro de 2009 com sede na cidade de São Miguel do Gostoso. Por eleição, como manifestação do princípio democrático, fui eleito presidente. Alguns minutos antes o nome da Instituição havia sido definido como uma síntese dos seus objetivos: Associação de Meio Ambiente, Cultura e Justiça Social. Mas o que é justiça social? É importante o entendimento sobre o conceito de justiça social. Não pelo termo está incorporado ao nome de uma instituição e ter despertado a curiosidade de alguns, mas por que é justiça social.
Para um melhor entendimento deste conceito faremos uma rápida viagem no tempo. Segundo Luiz Fernando Barzotto, Doutor em Filosofia do Direito da USP, Aristóteles, antigo filósofo grego, é o primeiro a propor uma teoria sistemática da justiça. Para elaborar sua teoria de justiça Aristóteles parte de uma definição de senso comum: “A justiça é a virtude que nos leva (...) a desejar o que é justo”. Esta distinção na linguagem corrente significa tanto o legal como o igual. Tomaz de Aquino dá continuidade à tradição aristotélica, acrescentando-lhes elementos do direito romano. Ele define a justiça nos seguintes termos: “a justiça consiste em dá a cada um o que lhe é devido”.
Para designar a justiça de Aristóteles, Tomaz de Aquino utiliza frequentemente os termos justiça particular e justiça legal, e a distinção entre justiça particular e justiça legal reside no sujeito a quem é devido à justiça. A primeira refere-se a aquilo que é devido a outro individualmente, a segunda, refere-se àquilo que é devido a outro em comum, a comunidade.
Os autores que tiveram como referência Tomaz de Aquino, vêem a necessidade de repensar o conceito de justiça legal, ou geral como foi definido por Aristóteles, para fazer frente às questões de justiça postas por uma sociedade igualitária, numa concepção de que, segundo o jesuíta francês Antoine, devem todos os membros da sociedade civil colaborar na obtenção do bem comum. Assim, define Antoine, a justiça social consiste na “observância de todo direito tendo o bem social comum como objeto e a sociedade civil como sujeito”.
A partir dessa definição de justiça social é que a “sociedade civil” se articula como “sujeito” para também articular estratégias para o “bem da comunidade”, da sociedade de modo geral ou mesmo atendendo especificidades. É claro, não se ignora o dever do Estado com o bem comum, e por isso com a justiça social, pois, como é proposto por Maquiavel no seu livro O Príncipe, o governante deve conquistar o poder e fazer por onde mantê-lo, hoje numa realidade diferente e por um tempo limitado, como é o caso dos mandatos políticos no Brasil, mas deve fazer por onde mantê-lo e para isso, como diz Tomas Hobbes, governar a favor do povo.
Em fim, assim é que se desenvolve e se define o conceito de justiça social e do mesmo modo é que as organizações se situam socialmente para contribuir com a promoção social, o bem estar da sociedade. Nessa perspectiva, é que organizações como a AMJUS, por exemplo, propõe-se a contribuir para a promoção de espaços e oportunidades de direito à participação e a voz, a cultura e ao diálogo em torno da justiça socioambiental. Isto é justiça social.
Texto: Heldene Santos

justiça social no brasil. Justiça Social e Justiça individual Um povo só se torna realmente justo quando conhece, de forma clara e objetiva, o real significado da palavra justiça. Infelizmente, o princípio de justiça ainda não é muito bem compreendido pelo povo brasileiro. Uma das causas é que, na Língua Portuguesa, a palavra justiça também é utilizada para referir-se a órgãos do Setor Judiciário, (Justiça do Trabalho, Justiça Federal, Justiça Internacional, etc...). Essa duplicidade na linguagem ajuda a confundir os cidadãos menos esclarecidos. Já é hora de os brasileiros se conscientizarem de que a palavra justiça refere-se, antes de tudo, a um princípio de eqüidade, de igualdade proporcional; um princípio de sabedoria que deveria ser utilizado pelo Governo em todas as áreas e, principalmente, pelo Poder Judiciário. Os brasileiros ainda não entenderam a importância sócio-econômica de se levar a sério o princípio de justiça. A maioria dos cidadãos conhece apenas duas situações: ser beneficiado ou ser prejudicado. Infelizmente, a Educação brasileira não nos ensinou a discernir estes extremos e a adotar situações intermediárias. É no ponto médio, entre o benefício e o malefício, que encontramos o que é justo para todos. Em linhas gerais, ser justo é não oprimir nem privilegiar, não menosprezar nem endeusar, não subvalorizar e tampouco supervalorizar. Ser justo é saber dividir corretamente sem subtrair e sem adicionar (sem roubar ou subornar). Ser justo é não se apropriar de pertences alheios e dar o correto valor a cada coisa e a cada pessoa. Ser justo é estabelecer regras claras sem dar vantagem para uns e desvantagem para outros. Ser justo é encontrar o equilíbrio que satisfaz ou sacrifica, por igual, sem deixar resíduos de insatisfação que possam resultar em desforras posteriores. A ausência de uma boa educação, nesse sentido, tem propiciado comportamentos extremistas (ora omisso, ora violento) por parte da maioria dos cidadãos. Observe que até pouco tempo a maioria dos brasileiros preferia se calar mesmo diante das inúmeras explorações do nosso dia-a-dia. O maior problema, conseqüente desse tipo de comportamento surge com o decorrer do tempo. A falta de diálogo, para se estabelecer o que é justo e correto, faz o cidadão prejudicado se cansar de ser omisso e partir pra violência (ir direto ao outro extremo). Essas reações têm acontecido até mesmo entre parentes e vizinhos. Por isso, precisamos nos reeducar. Os cristãos, em especial, precisam ensinar ao povo o que é justo e correto para que os cidadãos não se tornem omissos e saibam estabelecer o diálogo ao perceber toda e qualquer injustiça. Se cultivarmos um padrão de comportamento realmente justo, ninguém acumulará motivos para se tornar infeliz, desleal, subornável ou violento. Em todos os casos de injustiças (profissionais, comerciais, de relacionamento etc.) a pessoa prejudicada deve primeiramente ir até a pessoa injusta lhe pedir que corrija a injustiça. Se não surtir efeito deve levar pelo menos uma outra pessoa para que também dê testemunho (reclame) daquela injustiça. Se, apesar disso, a pessoa injusta não se corrigir, aí então deve levar o caso ao conhecimento das autoridades competentes para que elas determinem a solução. É muito importante entendermos que primeiramente deve haver duas tentativas de diálogo, só depois destas tentativas é que o caso deve ser entregue às autoridades.1 Outros Assuntos Causas da Violência Amor ao próximo Preconceitos Aposentadoria justa Bem-sucedido Capitalismo ? Criacionismo ? Drogas, Causas Prevenção da Aids Desemprego Inflação/Economia Seguro-desemprego Justiça Social Liberdades na TV Democracia Eleições e Política Censura na TV Feminismo Paganismo Pai-Nosso Religião Protestantes botão Adsense Por outro lado, as autoridades precisam agir de maneira totalmente imparcial (sem se inclinar para nenhum dos lados), em respeito aos ensinamentos bíblicos que ordenam que: nem mesmo para favorecer ao pobre se distorça o que é justo,2 e que sempre se use o mesmo padrão de peso e de medida para qualquer pessoa, seja pobre, rico, analfabeto, doutor, mendigo, autoridade, etc... A sociedade precisa entender que é a prática correta do princípio de justiça que produz a paz social viabilizando a prosperidade de forma ordeira e bem distribuída. A esperteza, a exploração e a má fé, são técnicas ilusórias que têm vida curta e acidentada. As instituições governamentais, empresas privadas e negócios pessoais, estabelecidos com injustiças, com espertezas, com explorações e má fé, são comparáveis a construções sobre areia porque desmoronam nos dias de tempestades (crises, pragas, acidentes, novas concorrências, etc.). Mas, os negócios estabelecidos de forma justa, com justiça nos preços, nos salários, nos serviços e nos relacionamentos em geral, são comparáveis a construções sobre rocha porque permanecem de pé mesmo depois de grandes tempestades. Portanto, precisamos abandonar a mania subdesenvolvida de gostar de levar vantagem em tudo, e cultivar a mania desenvolvida de gostar de fazer e receber justiça em tudo. Já é hora de entendermos que a vantagem que se leva hoje se transforma no prejuízo de amanhã, enquanto a justiça que se pratica hoje se transformará no lucro de amanhã. Comportar-se de forma realmente justa, tanto na hora de dar ou de vender, quanto na hora de cobrar ou de receber, é condição primordial para um povo se tornar pacífico e bem-sucedido. Notas___________________________ 1 Ensinamentos de Jesus Cristo em S. Mateus, cap. 18, versículo 15 a 17. 2 Bíblia Sagrada, Levítico, cap. 19, versículo 15. (Frase sintetizada).



Um povo só se torna realmente justo quando conhece, de forma clara e objetiva, o real significado da palavra justiça.
Infelizmente, o princípio de justiça ainda não é muito bem compreendido pelo povo brasileiro. Uma das causas é que, na Língua Portuguesa, a palavra justiça também é utilizada para referir-se a órgãos do Setor Judiciário, (Justiça do Trabalho, Justiça Federal, Justiça Internacional, etc...). Essa duplicidade na linguagem ajuda a confundir os cidadãos menos esclarecidos.
Já é hora de os brasileiros se conscientizarem de que a palavra justiça refere-se, antes de tudo, a um princípio de eqüidade, de igualdade proporcional; um princípio de sabedoria que deveria ser utilizado pelo Governo em todas as áreas e, principalmente, pelo Poder Judiciário.
Os brasileiros ainda não entenderam a importância sócio-econômica de se levar a sério o princípio de justiça. A maioria dos cidadãos conhece apenas duas situações: ser beneficiado ou ser prejudicado. Infelizmente, a Educação brasileira não nos ensinou a discernir estes extremos e a adotar situações intermediárias. É no ponto médio, entre o benefício e o malefício, que encontramos o que é justo para todos.
Em linhas gerais, ser justo é não oprimir nem privilegiar, não menosprezar nem endeusar, não subvalorizar e tampouco supervalorizar. Ser justo é saber dividir corretamente sem subtrair e sem adicionar (sem roubar ou subornar). Ser justo é não se apropriar de pertences alheios e dar o correto valor a cada coisa e a cada pessoa. Ser justo é estabelecer regras claras sem dar vantagem para uns e desvantagem para outros. Ser justo é encontrar o equilíbrio que satisfaz ou sacrifica, por igual, sem deixar resíduos de insatisfação que possam resultar em desforras posteriores.
A ausência de uma boa educação, nesse sentido, tem propiciado comportamentos extremistas (ora omisso, ora violento) por parte da maioria dos cidadãos. Observe que até pouco tempo a maioria dos brasileiros preferia se calar mesmo diante das inúmeras explorações do nosso dia-a-dia. O maior problema, conseqüente desse tipo de comportamento surge com o decorrer do tempo. A falta de diálogo, para se estabelecer o que é justo e correto, faz o cidadão prejudicado se cansar de ser omisso e partir pra violência (ir direto ao outro extremo). Essas reações têm acontecido até mesmo entre parentes e vizinhos. Por isso, precisamos nos reeducar. Os cristãos, em especial, precisam ensinar ao povo o que é justo e correto para que os cidadãos não se tornem omissos e saibam estabelecer o diálogo ao perceber toda e qualquer injustiça. Se cultivarmos um padrão de comportamento realmente justo, ninguém acumulará motivos para se tornar infeliz, desleal, subornável ou violento.
Em todos os casos de injustiças (profissionais, comerciais, de relacionamento etc.) a pessoa prejudicada deve primeiramente ir até a pessoa injusta lhe pedir que corrija a injustiça. Se não surtir efeito deve levar pelo menos uma outra pessoa para que também dê testemunho (reclame) daquela injustiça. Se, apesar disso, a pessoa injusta não se corrigir, aí então deve levar o caso ao conhecimento das autoridades competentes para que elas determinem a solução. É muito importante entendermos que primeiramente deve haver duas tentativas de diálogo, só depois destas tentativas é que o caso deve ser entregue às autoridades.1

Por outro lado, as autoridades precisam agir de maneira totalmente imparcial (sem se inclinar para nenhum dos lados), em respeito aos ensinamentos bíblicos que ordenam que: nem mesmo para favorecer ao pobre se distorça o que é justo,2 e que sempre se use o mesmo padrão de peso e de medida para qualquer pessoa, seja pobre, rico, analfabeto, doutor, mendigo, autoridade, etc... A sociedade precisa entender que é a prática correta do princípio de justiça que produz a paz social viabilizando a prosperidade de forma ordeira e bem distribuída.
A esperteza, a exploração e a má fé, são técnicas ilusórias que têm vida curta e acidentada. As instituições governamentais, empresas privadas e negócios pessoais, estabelecidos com injustiças, com espertezas, com explorações e má fé, são comparáveis a construções sobre areia porque desmoronam nos dias de tempestades (crises, pragas, acidentes, novas concorrências, etc.). Mas, os negócios estabelecidos de forma justa, com justiça nos preços, nos salários, nos serviços e nos relacionamentos em geral, são comparáveis a construções sobre rocha porque permanecem de pé mesmo depois de grandes tempestades.
Portanto, precisamos abandonar a mania subdesenvolvida de gostar de levar vantagem em tudo, e cultivar a mania desenvolvida de gostar de fazer e receber justiça em tudo. Já é hora de entendermos que a vantagem que se leva hoje se transforma no prejuízo de amanhã, enquanto a justiça que se pratica hoje se transformará no lucro de amanhã.
Comportar-se de forma realmente justa, tanto na hora de dar ou de vender, quanto na hora de cobrar ou de receber, é condição primordial para um povo se tornar pacífico e bem-sucedido.
Notas___________________________1 Ensinamentos de Jesus Cristo em S. Mateus, cap. 18, versículo 15 a 17.
2 Bíblia Sagrada, Levítico, cap. 19, versículo 15. (Frase sintetizada).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Religião não é política

    Foi se o tempo em que a religião,participava da vida politica das pessoas;porque ela era á favor do estado,porem,hoje ela está confundindo as coisas quando mostra sua tentência por determinado partido político;desta forma,ela religião ou estes que dizem serem representantes de deus,estao querendo nos tirar o sagrado direito de liberdade de pensar,uma vez que seus fieis mal sabem ler e  escrevem;isto sim é que estás pessoas que digiream essas pessoas deveriam se preocupar  e não ficarem falando que este ou aquele cadidato é do bem ou do mal;querendo assim interferir na decisão das pessoas e nos seus direitos como cidadão na hora de escolher  o que será melhor para o nosso futturo.

      assinado:antonio luzia de jesus (professor  de geografia e hitória)

Inclusão social


Inclusão social
Atualmente,no brasil encontra-se milhares de pessoas portadoras de algum tipo de descriminação;tanto na área econômica,quanto na área afetiva,por causa das doenças ou necessidades enque as pessoas mais carentes tem com relação aos demais.
Por este motivo,devemos procurar pensar mais no seres humanos;como gente e não como um objeto qualquer.
Só assim poderemos acabar com a exclusão social no brasil e no mundo.